Polícia
Federal prende 23 pessoas suspeitas de controlar o preço dos combustíveis
em Minas e no Rio
BELO
HORIZONTE - Vinte e três pessoas, entre eles revendedores, distribuidores
e donos de postos de combustíveis já foram presos nesta quinta-feira,
na Operação da Polícia Federal, "Mão Invisível",
de combate ao cartel em postos de gasolina e venda ilegal de combustíveis
na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a PF, a quadrilha
controlava o preço dos combustíveis em Minas Gerais e no Rio de
Janeiro, prática considerada ilegal. Esta é a maior operação
policial desencadeada na América do Sul para combater acordos ilícitos
para a distribuição e venda de combustível.
Segundo a polícia, falta a prisão de um revendedor que está
foragido. Ao todo, 42 mandados de busca e apreensão e outros
23 de mandados de prisão temporária foram cumpridos em sete cidades
mineiras - Belo Horizonte, Betim, Ribeirão das Neves, LAGOA
SANTA, Sete Lagoas e Poços de Caldas
- além da capital do Rio de Janeiro. Os presos foram encaminhados à
Superintendência da PF em Belo Horizonte. Eles responderão
aos crimes de formação de quadrilha e cartel e podem pegar até
15 anos de cadeia.
A investigação ocorre desde agosto do ano passado e a operação
se concentrou em uma empresa clandestina de Betim. A operação
"Mão Invisível" é realizada por 250 pessoas,
entre agentes da Polícia Federal, representantes do Ministério
Público Federal e da Secretaria de Acompanhamento Econômico, órgão
vinculado ao Ministério da Fazenda.
O nome da operação é uma referência ao termo usado
por Adam Smith no livro A Riqueza das nações, onde os homens são
levados sem saber por uma mão invisível a promover o interesse
da sociedade. No inesperado resultado da luta competitiva por melhoramento próprio
que a mão invisível regula a economia forçando os preços
para baixo, até seus níveis naturais.
Fonte O Tempo on line - 03/07/2008 18h39 FERNANDA PENNA
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revista virtual da cidade
Justiça solta 12 acusados no cartel de combustíveis
A Justiça mandou soltar doze das 24 pessoas presas na Operação
Mãos Invisíveis da Polícia Federal - deflagrada nessa quinta-feira
com o objetivo de desarticular uma máfia de combustíveis em MInas
Gerais. Elas foram soltas na madrugada deste sábado da penitenciária
Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Entre os liberados estão donos de postos de combustíveis, representantes
de distribuidoras e um diretor do Sindicato dos Donos de Postos do Estado (Minaspetro).
Eles foram soltos por habeas corpus concedidos, no inicio da noite passada,
pelo desembargador da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiçade
Minas, Hélcio Valentim.
fonte: Jornal Hoje em Dia - 05/07/2008 13h:32m - BRASIL