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Sequestro
TelefônicoMais uma nova modalidade de violência começa a atormentar a vida do lagoasantennse: é o sequestro telefônico. Se você ainda não ouviu falar dele, fique atento para não ser a próxima vítima. Nas ultimas 72 horas a Polícia Militar atendeu a 05 ocorrências desta nova modalidade de golpe. Com o novo golpe, os bandidos inventaram mais uma forma de atormentar os cidadãos de bem, através da criação de um falso seqüestro, também conhecido como seqüestro virtual.
O golpe tem versões variadas, mas na maioria das vezes o marginal
liga para a casa das pessoas – geralmente a cobrar - e informa que
mantém um parente como refém, exigindo então um resgate.
Na
verdade, se trata de um blefe construído com dados copiados da lista
telefônica, blogs e cheques soltos na praça com anotação
de telefone residencial no verso. Além disto, consegue-se facilmente
informações dadas pela própria vítima, que atende
ao telefone e responde às perguntas do bandido, revelando dados inocentemente.
Tendo o fator surpresa a seu favor, o bandido pede para que a vítima
da extorsão não informe a polícia e dá ordens
sobre a entrega do dinheiro.A pessoa é aterrorizada de tal forma, que se vê obrigada a pagar o resgate de um suposto seqüestro sem que tenha tempo de checar se a informação é verdadeira. Há suspeitas de que, pelo menos uma das famílias tenha depositado em um banco local a quantia de R$5.000,00.
A polícia tenta descobrir a origem do golpe, tendo apurado que o
bandido tem um sotaque parecido com paulista, sendo pessoa jovem e com um
português fluente. Algumas vítimas desconfiam do golpe e arriscam
desligar o telefone e apurar a verdade. Outras, sem o mesmo sangue frio,
entram em desespero e acabam atendendo às exigências dos bandidos.Como funciona o seqüestro telefônico? Segundo a versão da polícia, com a ajuda de comparsas do lado de fora, os presidiários estariam dando o golpe de dentro dos presídios, ou até mesmo elementos da própria região. Aparentemente, é muito fácil desconfiar que tudo não passa de um golpe. Até porque se o dinheiro é depositado numa conta bancária, ficando fácil descobrir o seu titular e e chegar-se ao espertalhão. Mas as pessoas que foram vítimas dizem que os bandidos, como verdadeiros atores, agem com extremo realismo. Para tanto, é utilizada uma simulação na abordagem pelo telefone, já que o marginal se passa por um policial ou bombeiro e conta que um parente da vítima se envolveu num acidente. Depois começa a pedir dados para confirmar a identidade da vítima. No meio da conversa, ele revela que está mantendo o familiar como refém. O modus operandi tem suas variações, mas em todos os casos o bandido se aproveita do susto e choque de quem está do outro lado da linha para lograr êxito no golpe. Para não cair no golpe, seguem abaixo algumas dicas: 1) Jamais tente resolver um seqüestro sozinho, mesmo que desconfie que seja falso, procure contatar seu familiar e a polícia; 2) Atenção para ligações de supostos funcionários das operadoras de telefonia fixa ou móvel, principalmente se pedirem ao usuário para digitar determinados códigos no aparelho. Na dúvida, desligue e contate a operadora; 3) Instrua as crianças, diaristas e empregadas domésticas para não passar informações da casa a estranhos; 4) Não coloque o telefone residencial no verso de cheques; 5) Desconfiando ou não de um seqüestro, contate a Polícia. A
população, com mais esta modalidade de assalto, está
cada vez mais intranqüila e prisioneira do medo. Acuadas atrás
de grades e muros, reféns do crime e da violência, as famílias
já não tem mais o direito de ir e vir. Quem irá enfrentar
o problema de frente e priorizar - num país de tantas prioridades
- o bem estar e a tranqüilidade do cidadão brasileiro?
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