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10°) As lideranças políticas de Santa Luzia , na pessoa do correligionário Modestino Gonçalves, prestigiam Messias Pinto Alves . Ocorre facilidade do vereador de Lagoa Santa comunicar com o governador. “Naquela época tal cargo, ‘vereador” correspondia à categoria de “prefeito” na região.
Ano de 1897, nesta data a capital de Minas deixou de ser Ouro Preto, houve a inauguração de Belo horizonte. Elevada à categoria de Município, esta cidade passa a ser a capital de Minas Gerais. A Câmara do Rio das velhas fica próxima à mesma. As lideranças políticas de Santa Luzia , na pessoa do correligionário Modestino Gonçalves, prestigiam Messias Pinto Alves . Ocorre facilidade do vereador de Lagoa Santa comunicar com o governador.
“Naquela época tal cargo, ‘vereador” correspondia à categoria de “prefeito” na região. Lagoa Santa era dependente de Santa Luzia. Todos os registros do povoado, submetidos à cidade vizinha. Tal situação permaneceu por muitos anos!
Pela historicidade, e pelas primeiras passagens terem sido feitas pelos bandeirantes, a capital se comunicava com cidades históricas do norte do Estado, como, Conceição do Mato Dentro, Ferros, Teófilo Otoni Guanhães por via de estrada passando por Lagoa Santa.
Tal fato facilitava a possibilidade de chegar à capital, porém com demanda de tempo muito difícil. O meio de transporte era a cavalo. (lombo de burro).
A esse tempo, adjacências do “Largo da Matriz” continham poucas casas. Um cálculo de 60 moradias aproximadamente. Duas casas de comércio para fornecimento básico.
Para o local hoje denominado “Várzea”, menos casas, mas melhor local de compras, sendo a maioria em casas particulares. A lagoa sem nenhum traçado no seu entorno, era fundo de quintal, de casas da Rua da Várzea. Em época de chuva, misturavam-se os terreiros. Flora e fauna exuberante. Clima muito salubre.
Muito do se necessitava era fornecido por pequenos vendedores, que forneciam produtos em residências, como queijos, frutas, rapaduras, fubá, farinhas. Tudo de fundo de quintal.
A freguesia era certa. Extinguira a forma de comércio de “BARGANHA”.
Messias sentiu a necessidade de estimular lideranças locais, e procurou por pessoas, os quais lhe demonstraram imensa boa vontade. Todos investiram em alguma forma de ajuda.
O povoado já se mostrava, aos poucos, alguma diferença!. Nos arredores, Cel. Messias procurou famílias que hoje, seus membros são os alicerces da cidade.
Dr. João Azeredo Coutinho Portela, casado com Cecília Dolabela, adotara a cidade como morada. De formação religiosa católica, percebe a necessidade de reconstruir a igreja de N. Senhora da Saúde, feita pelos primeiros moradores. Junto com o líder do povo, fazem parcerias com todas as famílias da região e, promovem a reconstrução da Igreja de N. S. da Saúde. Inclui-se aí os adeptos de seu antagonista e irmão, Benjamim. Toda a população se manifestou e muito trabalhou pela causa da matriz. Para reformá-la, o mérito: não mudam o estilo da antiga casa de oração. (Mais tarde demolida).
Percebem também a precariedade da “Igreja do Rosário, e, junto com as mesmas lideranças, de muito boa vontade, promovem a sua reconstrução. Como fala a história as Igrejas dedicadas a N. S. do Rosário são edificadas em homenagem à protetora do afro descendente, na qual são celebradas as Festas de Congadas.
Também edificada em parceria com o povo, a igreja de Palmital, com a valiosa ajuda das famílias dos fazendeiros Joaquim Gonçalves (Gonçalvão) e Raimundo Henriques de Freitas, conhecido como (Raimundo Tamboril), dado a grande mata desta árvore em sua fazenda.
Para outra igreja, a de N. S. do Perpétuo Socorro, todo material necessário foi doado pela família Dolabela Portela. E, a construção em parceria com o povo
Comentavam os conhecidos que junto a Messias, João Azeredo Portela, parodiando o Conde Dolabela, que houvera construído sete oratórios em Minas Gerais, reformaria ou construiriam sete igrejas, em Lagoa Santa. Todas em parceria com o povo.
Nenhuma das igrejas, construídas ou reformadas, receberam obras de arte.
Comenta-se que toda a parte de madeira tenha sido feita pelo próprio Messias o qual
demonstrava grande habilidade como torneador de peças em madeira, como a “mesa de comunhão, e altares, trabalhados em “enxó”, com entalhes simples. Não havia arte. Havia habilidade. e, boa vontade.
Ambos faleceram antes de cumprir o idealizado.
Lagoa santa não tem o perfil de fazendeiros escravocratas. Os descendentes de escravos que aqui se estabeleceram, foram por motivo de escolha para e viver. Vieram de fazendas próximas, e, se estabeleceram aqui. Mas não houvera trabalhos forçados em Lagoa Santa.
Sabe-se que duas Fazendas da região, possuíam senzalas. A do Conde Dolabela (Fazenda S. Sebastião) e a Fazenda do Saco, (hoje Morada dos Pássaros).
Mesmo pela época. A abolição da escravatura ocorreu em maio de 1888.
Na região do “Mandí” ainda se observa um quilombo. Com formações de pedras feitas por mãos humanas, em um salão de uma lapa. Está em terreno particular. Contudo, indica que foi para permanência de escravos libertos da região de Santa Luzia, e, outros locais muito pertos.
Segundo pesquisas, moradores destas “SENZALAS” eram descendentes de escravos e que os fazendeiros construíam moradias para os mesmos, bem junto à sede da fazenda, facilitando a lida no trabalho.
E, possuíam independência relativa de seu patrão. Tinham sempre Igreja própria.
Em se referindo a Fazenda do Conde Dolabela, foi possivelmente a única lavra de ouro que se registrou em Lagoa Santa, e, o transporte deste rico minério era feito pelo leito do Rio das Velhas. E comercializado na Fazenda das Minhocas. Era mais fácil o trajeto pelo rio, usando embarcações. Esta fazenda funcionava como uma espécie de “PÔRTO”, para passagens de mercadores. Era um ponto estratégico na região.
Tal ponto de compra e venda, foi-se extinguindo, devido à facilidade que a nova capital oferecia.


Fontes de consulta:
Waldemar de Almeida Barbosa- Historiador
Rosângela Albano Silva arqueóloga –família Dolabela
Albina Luisa de Jesus- (Machado Pinto Alves- esposa de messias Pinto Alves
Maria da Acenssão Correa (Nassif)- Biinha
D. Zezé Santos Carvalho- (família Calabouca)- Moradora em Francisco Pereira
-Produção, correção de texto e ilustraçao : www.lagoasanta.com.br
 

9°) No inicio do seculo XIX, o povoado necessitava de “TUDO”! Era muito difícil conseguir a água de consumo doméstico. Subidas da lagoa com latas de água cansavam demais. Idealizou então a primeira rede de fornecimento de água limpa, vinda de terrenos pertos e construiu um chafariz no Largo da Saúde!

LAGOA SANTA,
Uma nova Época
Fim de 1800: Mestre Bruno segue com a família para a capital. Seu genro, Pedro Dinamarquês, como era chamado no povoado, e barão pela monarquia dinamarquesa, desenvolve estudos na Escola de farmácia de Ouro Preto. Era o farmacêutico de Lund. Tem seus últimos dias no Brasil. É sepultado naquela cidade. O músico da Banda Santa Cecília e sua família seguem para a Dinamarca onde são assistidos pela monarquia. Falece na Europa e é sepultado na terra de Peter Lund.
Messias, seu filho, é destinado à Escola do mestre Mário Correa, com o qual se incompatibilizou desde o primeiro dia de aula. Teria irritado o mestre e recebera uma “palmatória”.
Recusou-se a retornar as aulas. Melhor destino o compensaria.
É enviado a principio para a Fazenda das Minhocas, e, imediatamente, para a fazenda de seu irmão, João, na região da cidade de Santa Margarida. De inicio, o irmão percebe sua imensa vocação para fito-terapia e o coloca em trabalhos com farmacêutico amigo.
Messias não se contentava apenas em trabalhar como ajudante. Transforma-se em autodidata e adquire livros ousados na época em assuntos de farmácia. Estuda o livro de Chernovis e outros autores em patologia clínica, atlas de anatomia, manuais de farmacologia e fisiologia, adquire conhecimento profundo em tratamentos. Estuda semiologia. Promove uma farmácia no povoado. Pretendia ser reconhecido como farmacêutico em Ouro Preto.
Dos dados de “origens” comenta-se de uma parente muito próxima, que teria se graduado em farmácia naquela cidade. Não se entende bem se uma irmã mais velha ou tia. Tantos exemplos poderiam ter-lhe influenciado a vocação.
Ao tentar entender a idéia formada dos dados dinamarqueses, foi mais compreensível uma “linhagem” de pessoas brasileiras, que se casaram com membros da monarquia dinamarquesa e que foram para Dinamarca, além da posição dos que ficaram.
Para Lagoa Santa, era de imperiosa necessidade um homem de pulso feroz, para inverter a posição de um povo tão acanhado!
Viajara, conhecera métodos políticos e vida mais audaciosa!
A exigência do povo falou alto em sua consciência.
Entra definitivo para a vida política! Em contato com as lideranças da região do Rio das Velhas, é recebido com simpatia pelos correligionários. Inicia sua carreira política. Entra em contatos com médicos de renome na vizinhança. Recebera médicos belgas e o próprio rei DOM ALBERTO da BELGICA, quando é recebido pelo mesmo em sua residência.
Impressiona-os com seu vasto conhecimento.
Reúne-se constantemente com os que se tornaram grandes amigos.
E torna-se além de político, o procurado para tratamentos.
Era sem dúvida o homem mais respeitado no povoado.
Paralelismo implacável!
TORNA-SE ÍDOLO DO POVO!
O povoado necessitava de “TUDO”! É muito difícil conseguir a água de consumo doméstico.
Subidas da lagoa com latas de água cansavam demais. Havia grande demanda de reclamações de dores pelo sacrifício da busca de água. Idealizou então a primeira rede de fornecimento de água muito limpa, vinda de terrenos relativamente pertos e construiu um modesto, mas muito proveitoso, chafariz no Largo da Saúde! Foi aclamado, principalmente pelas donas de casa. Muito do cansaço se extinguira. Era político e curador de doenças; fazia pequenas cirurgias; aliviava pessoas, sempre em concordância com um médico amigo reconhecido na região: Dr. José de carvalho, autoridade em medicina em Pedro Leopoldo.
Recebia autoridades, muitos médicos, curandeiros, farmacêuticos, parteiras, e pessoas que procuravam Lagoa Santa para aqui se estabelecer.
Casou-se com Albina, cujo nome de família seria “MACHADO”, pelo pai, oriundos de Santa Catarina. Instalaram-se primeiramente em Sabará. Sua mãe era da família Neri e Oliveira, da região de Paraopeba. Vieram poucos do sul e nunca se soube de alguma comunicação. Nem com os que aqui ficaram.
Por devoção, seus pais a batizaram com o sobrenome “Luisa de Jesus”. Ao se casar com Messias Pinto Alves, preferiu o nome de fé escolhido pelos pais.
Fora aluna da “MESTRA COTA” e, embora surgissem professores muito queridos no povoado, seu grande sonho era uma escola oficializada, cujos alunos poderiam obter um diploma.
Com o esposo formou numerosa família.
Por ironia, o maior inimigo político era o irmão, o qual residia em sua própria casa.
Eram amigos. Menos em ideologia política. Benjamim Pinto Alves.
Em reuniões políticas preocupavam-se em afastar, afim de evitar transtornos de estratégia eleitoreira.
Chega a Lagoa Santa a família Azeredo Coutinho Portela, casado com Cecília Dolabela. Numerosa família! Tornaram-se grandes amigos do respeitado Messias. E o ajudaram muito na direção do povoado. Instalaram-se em casa construída perto da matriz, doada mais tarde à Associação S. Vicente de Paulo. Esta residência foi por bom tempo o Hotel de Ingleses, principalmente médicos, que faziam de tal hotel passagem para a Fazenda da Jaguara e das Minhocas, onde ocorriam grandes comércios. A fazenda da Jaguara pertence à Matozinhos e a das Minhocas pertence à Jaboticatubas. Ambas funcionam como Pousadas.
Fins de 1800 INICIAM 1900.
Lagoa Santa não recebia nenhuma verba estadual ou federal!
O cargo político era gracioso. A farmácia e os tratamentos não lhe rendiam dinheiro.
Transformou-se em agricultor. Foi seu meio de sobrevivência. Associara aos próprios filhos.
Lagoa Santa permanecia além de suas possibilidades.
Não tinha nenhum planejamento urbano. Becos que se alargavam ao dispor das necessidades diárias: o meio de transporte era cavalo, carroça ou a elegância de uma “charrete”. Era, portanto preciso maior espaço de passagem. Os terrenos urbanos ou roças para plantio maior eram em forma de posse de terra e não ofereciam valor monetário nenhum. Era necessário uma excelente “COXEIRA”, para o cuidado com animais de transportes. Humano e de carga.
Surge em Lagoa Santa rentável profissão: selaria, paramentos para cavalos.
Continuava recebendo pessoas impressionadas com o poder curativo das águas!
Os becos iam se alargando, seguindo as trilhas abertas pelos bandeirantes, e acertadas por cientistas, que as deixaram como passagens mais fáceis para suas pesquisas de flora e fauna, e que chegavam até a região onde Warming pesquisou o cerrado, sem qualquer nome na época. Foi sem dúvida a equipe de Dr. Lund que conseguiu ligar Lagoa Santa à região da Gruta da Lapinha e Sumidouro (antes pertencentes a Lagoa Santa). Como citado, métodos mais eficientes que os dos bandeirantes, aproveitando suas ações desbravadoras como Sumidouro, onde LUND muito pesquisou, e Fernão Dias muito sofreu!
Muito desta expansão se deu pelo grandioso número de grutas que a região continha e ainda contém, embora grande parte detonada, em nome do progresso! E, distribuídas geograficamente em regiões vizinhas, sob nome de ‘REGIÃO ARQUEOLÓGICA DE LAGOASANTA!’
Há de salientar os extremos: desbravamentos de bandeiras, à procura de riquezas materiais e locais cuidadosamente abertos por mãos de cientistas, elevando a beleza natural.
Se deparam com a uma” leveza” só permitida por interferência de ação misteriosa
Superior: AS MÃOS DE DEUS!
“Nunca se vira tanta beleza aos olhos da ciência e da arte” Lund
De MESSIAS PINTO ALVES a qualquer mandatário de Lagoa Santa, em qualquer época terá que conviver com este magnífico ângulo: a saga das “bandeiras” e a “ciência pré histórica!”

Fontes:
W. DE A. BARBOSA (historiador)
ALBINA LUIZA DE JESUS. (MACHADO) (PINTO ALVES)
MARIA DA ASCENSSÃO CORREA. ( NASSIF)” BIINHA”
TODO A POVO DE LAGOA SANTA QUE CONHECEU MESSIAS PINTO ALVES. MUITOS CONTEPORÂNEOS)
DOCUMENTOS ADVINDOS DE MARIA LUISA PIMENTEL( FARMACEUTICA E MEMBRO DA ASOCIAÇÃO DE ENGENHARIA SANITÁRIA - MG)
MAGDA PINTO ALVES (NETA DE MESSIAS PINTO ALVES.)
-Produção e correção de texto: www.lagoasanta.com.br

8°) A ausência do cientista não modificou o povoado.
Só mais tarde, netos viriam saber a importância das magníficas descobertas. Com a rara convivência, poucos se manifestaram.

Lagoa Santa
Após a morte de Lund

Sentiram sua morte como a de um estranho que passara pelo povoado. Não obtiveram instruções suficientes para entender o valor das pesquisas científicas realizadas.
Não celebraram missa pelo falecimento, ação muito valorizada pelo povo de religiosidade radical. O padre nada comentou.
Outro fator de silêncio: não assistiam mais os serviçais, preocupados com afazeres de exigência do estrangeiro.
Em pouco tempo seu herdeiro já se desfizera de sua casa, “porteira fechada”.
Os mais simples passaram a conviver na casa da família Correa de Almeida, vizinhos do
Dinamarquês.
Os mais letrados e comprometidos por casamento hospedaram-se na residência do mestre Bruno. Eram descendentes da monarquia.
O povo não entendia um cemitério particular! Tudo muito lacônico. Respeito aos mortos.
Passara o tempo. Companheiros de Dr. Lund já eram lembrados com saudades.
Conviveram com moradores, freqüentaram suas casas. Sociabilidade diferente.
Procurou o bem viver com o povo.
Tentavam aprender a língua e comunicavam-se. Aqueles que não retornaram à Dinamarca tomaram rumos de melhores cidades, mais ricas, e não voltaram.
Mestre Raimundo Correa, homem pouco letrado, dividia sua sala em um pequeno lugar de ensino. Uma mínima escola; advinda de sua boa vontade. Embora de bom tamanho, no recinto cabiam poucos alunos.
Promovia aulas para parentes e algumas pessoas muito amigas. Perduraram por muito tempo suas aulas, ministradas graciosamente.
Cada aluno aprendia o necessário para interpretar letras e números e o orgulho de escrever seu próprio nome.
Mestre Raimundo demonstrava temperamento severo. Muito exigente. Mas deveras estimado! Já idoso, o tempo o tornara cansado. Pelos seus ensinamentos era insuficiente cultivar o hábito da leitura. Somente livros religiosos, de fundamentos católicos, ladainha e orações.
Nem se pensavam em uma mínima biblioteca. Sua esposa, D. Cota do “Mestre”, o ajudava, preferindo assumir as aulas dedicadas às moças. Tal forma de ensinamento acontecia sem nenhum registro e, portanto, sem diploma, mas uma honra para os que recebiam as aulas. Suas alunas por tamanha dedicação a denominaram de “Minha Mestra”.
***Permitam-me, um fato que deveria ser demonstrado antes.
Ocorreu-me uma passagem de grande importância que a comento fora desta cronologia.
Deveria tê-la citado pouco após a vinda de Lund para o povoado.
Revolução Liberal de Minas. O primeiro confronto ocorreu em Lagoa Santa onde os revoltosos tiveram uma vitória avassaladora sobre as forças da província.
Em tempo:
1842: Ocorre em Minas a Revolução Liberal. Barbacena foi escolhida como sede do governo revolucionário. Lutas foram travadas na região do Rio das Velhas.
Os combates chegaram à Lagoa Santa.
Tropas de Teófilo Otoni cercaram o Largo da Matriz e houve muitas vítimas.
A casa da família Paula ficou cravada de balas.
Ninguém do povoado possuía armas.
Uma mulher de rara coragem enfrentou os soldados, fornecendo pólvora para reagir com armas rudimentares.
Por tal acontecimento, surgiu Dr. Lund, com sua ajuda, socorrendo militantes da revolução.
Foi sua única participação registrada como médico no povoado.
Sensibilizou-se com a causa, mas sem entrar no mérito político.
Os interessados pelo assunto encontrarão detalhes desta saga nas biografias de Duque de Caxias e Teófilo Otoni, ou nos livros de histórias de Minas Gerais.
Os revoltosos saíram vencedores em Lagoa Santa, sob a liderança de Teófilo Otoni
Retorno a nossa história com minhas desculpas.
Novamente o povoado sem escola, sem líder religioso, nem político e totalmente dependente de Santa Luzia e Sabará, em seu aspecto civil
Muito difícil contatar com tais ainda povoados.
E pouca vontade também. Registros ficavam aos cuidados de livros de apontamentos da Igreja Católica.
E, perdia-se muito, dada a demanda de tempo de possibilidade de um padre na região. Recuperavam em ordem de memória o que podiam, através de depoimentos idôneos.
Mas muito ficava sem registros.
Surge no povoado primeiro homem com vocação política.
MESSIAS PINTO ALVES. (O filho de Bruno Pinto Alves).
Lagoa Santa se envolve com autoridades do governo mineiro.
Surgem os primeiros pactos políticos com a região de Santa Luzia e Sabará.
JÁ SOMOS AUTORIDADES. O POVO DEIXA DE SER "BOBINHO."
DE AGORA EM DIANTE , SÓ PROGRESSOS.
Lagoa Santa entra na primeira disputa do governo da região do Rio das Velhas.
E participa do cenário político da época: primeiras décadas de 1900.
Já se formam as primeiras lideranças locais.

“MESSIAS PINTO ALVES” é vitorioso como vereador da câmara do Rio das Velhas. Ocupa o cargo máximo da região.
Recebe o título de “CORONEL”
Iniciam-se tempos melhores para o povoado!

Fontes: Albina Luisa de Jesus. Aluna de”minha Mestra Cota”e, esposa de Messias Pinto Alves
D. Biinha, Maria da Ascensão Correa (família CORREA)
Marlene Luzia Viana (professora, diretora escolar, escritora, descendente do Bandeirante Felipe Rodrigues)
Época: últimas décadas de 1800.

11 de outubro de 2009 - enviado por Maria Marilda Pinto Correa


7ª) O povoado recebe morador de modos de vida diferente: PETER WILHELM LUND.
De sua primeira visita ao Brasil, pesquisara formigas e aves exóticas....

LAGOA SANTA
CONTRASTES

Revisão: 05 outubro de 2009

No início do século 19, Lagoa Santa tinha cerca de 80 casas e 500 habitantes
Acostumado ao macio que o pequeno povoado oferecia, os habitantes cediam aos hábitos e costume dos pobres. A pesca na lagoa e a facilidade de trocar alimentos, tornava a convivência boa, sem se importar com o dinheiro.
A culinária era mineira com influência da alimentação sertanista: feijão com arroz e carne suína ou bovina, e o regalo de um frango do fundo do quintal, aos domingos.
Então o povoado recebe morador de modos de vida diferentes: PETER WILHELM LUND.
De sua primeira visita ao Brasil pesquisara formigas e aves exóticas.
Em Lagoa Santa estudou fósseis imensos, e se preocupou com a importância da vegetação
dos campos do Brasil. Realizou estudo arrojado do cerrado.
Dr. Lund preocupava-se com o meio ambiente.
Com seus estudos, Lagoa santa é visitada por outros cientistas como Gorceix e pelo Duque de Saxe, genro do Imperador Don Pedro II.
Mais tarde, a visita do Conde D”EU. Referindo-se à visita do Conde, esposo da Princesa Isabel, o monarca teria enviado a Lund um “bilhete” comunicando o horário de sua visita. Tal “bilhete” não agradou o cientista. No mesmo papel, o naturalista enviou resposta pouco educada: Recebo-os às três horas. E completou:
“Em minha casa quem manda sou eu.”
Só mais tarde o Imperador visitou Lagoa Santa.
Tinha grande assessoria de cientistas, todos vindos da Escandinávia. Obteve o apoio da monarquia dinamarquesa e da Sociedade Científica da Dinamarca.
Eugenio Warming, seu colaborador, permeou suas pesquisas pela região do atual aeroporto internacional.
E concluiu o primeiro tratado de “ FITO ECOLOGIA” para o mundo.
Para evidenciar a segunda vinda de Lund ao Brasil, a Dinamarca o apoiou, admitindo que estudos de botânica encontrariam medicamentos pra males de tísica, doença preocupante em todo o mundo.
Brant, artista norueguês, ilustrador das pesquisas de ambos.
Todos os profissionais que o atendiam eram de origem semelhante. Atendiam a Lund, mas não atendiam so povo.
Comentários de filhos de contemporâneos de Dr. Lund:
O cientista tinha temperamento nervoso quando se tratava da passagem de gado, perto de sua residência. Então, fez um pedido aos vaqueiros que não passassem em sua porta, ou seja, no largo da matriz, onde residia em modesta casa conforme foto original.
Enviou com o pedido uma pequena quantia, e foi obedecido. Os vaqueiros mudaram a direção do gado.
Outro depoimento: era exigente com o bem vestir. Suas fatiotas, sempre impecáveis, eram lavadas nas águas da lagoa e passadas em ferro em brasa, com goma de polvilho. Protegendo-se com um chapéu dirigia-se até o local onde previamente descobrira uma flor de cerrado. Convocava músicos e seguiam em direção à flor recém aberta. E fazia reverência à natureza, sob som harmonioso!
Como conviver, um cientista, de origem rica, com um povoado sem recursos?
Comentários desmentiam qualquer relacionamento de Peter Lund com o povo. Outras correntes de opiniões garantem que o cientista era bondoso e assistia a todos.
Sabe-se que a única amizade feita na região foi com um habitante de hábitos educados, Sr. Américo, que era pai de três muito bem prendadas filhas. Chamou a atenção de Lund poder conviver com alguém de cultura, e teria sido amigo da família.
Uma das filhas de Sr Américo teria se apaixonado pelo cientista, e permitia-se tocar piano para o mesmo, em visitas do cientista à sua residência.
Mas nada se comprova se houvera um romance com a brasileira. São apenas cogitações.
À esse tempo, duas monarquias conturbadas: Portugal e Dinamarca.
Cada uma com suas características. Uma escandinava, a mais antiga monarquia européia (região dos vikings, conquistadores da região polar, da Europa), e Portugal cujo reino preocupava com as grandes navegações além mar e conexões com a Inglaterra.
A autoridade religiosa na época não tinha excelente relacionamento com o pesquisador.
Difícil para ambos. Um luterano e um católico romano.
Conforme relatos de antigos habitantes, Dr. Lund, como era referido no povoado, teria adquirido sua casa por compra de um terreno do Cônego Calazans Correa.
Dr. Lund adotara um brasileiro, Nereu Cecílio do Carmo, cujos bisnetos são contemporâneos e não informam muito a respeito do bisavô.
Sabe-se que o filho adotivo herdara a fortuna pessoal de Lund e a vendera ao próprio ex - proprietário, o Cônego citado. Ambos viveram épocas contemporâneas em Lagoa Santa.
Nereu, o filho adotivo, escreveu documentário, cujo assunto é referente à vida de Lund.
O cientista comunicava-se através de cartas com Sociedade Científica da Europa.
Peter Lund faleceu em 1880. Foi sepultado em Cemitério particular, idealizado pelo mesmo, à sombra de dois pequizeiros. (árvore característica do cerrado mineiro)
É conhecido como ”TÚMULO DE LUND”, fixado, à R. Caiçara, Bairro Brant, Lagoa Santa.

O religioso do povoado vivera pouco tempo mais que o cientista.
O então médico de Peter Lund e um de seus colaboradores casaram-se com moças de Lagoa Santa e partiram com destino à Dinamarca. (tais moças eram irmãs de Messias Pinto Alves).
Bruno Pinto Alves foi o organizador da Banda de Música Santa Cecília em homenagem a padroeira dos músicos e foi convidado por Lund para dirigir a mesma. Idealizada pelo cientista dinamarquês, do qual recebera todos os instrumentos. Dr. Lund não interferira na escolha do nome. Foi ético para com os músicos respeitando a religiosidade dos mesmos.
Tal Banda de Música permaneceu ativa por grande período de tempo. Após impossibilidade da direção por Mestre Bruno, foi dirigida pelo Mestre Mário, substituído, pelo Mestre José Marcos. Ambos após época de estudos do dinamarquês nesta cidade.
Em viagem para apresentações os músicos foram vítimas de acidente de carro. Ocorreram mortes. E os instrumentos, em sua totalidade, se perderam amassados devido ao acidente.
Lund é estudado por pesquisadores. Elevou o nome da cidade para a ciência internacional.
É fácil a qualquer interessado encontrar dados científicos do ‘GRANDE CIENTISTA”. Sua biografia é relatada em tratados e teses Universitárias.
Focalizamos o cientista como morador desta cidade na época de 1845 a 1880, onde é lembrado com entusiasmo pelos atuais moradores.
Todo o material de suas pesquisas foi enviado para a Dinamarca.
É considerado o “PAI da PALEONTOLOGIA BRASILEIRA”
Se referindo a LAGOA SANTA, o cientista exclamou:
“AQUI SIM! AQUI É UM LOCAL BOM PARA SE VIVER!”


Fontes: Depoimento de D. Albina, esposa de Messias Pinto Alves (Filho de Bruno Pinto Aves)
Maria a da Ascenssão Correa (D. Biinha) família Correa.
02 de outubro de 2009 - enviado por Maria Marilda Pinto Correa
Revisão: 05 de outubro de 2009 - enviado por Maria Marilda Pinto Correa
Veja o que já foi publicado sobre a vida e os trabalhos do Lund:
-Perfil do Lund
-
O enterro festivo de Dr. Lund
-Diretor de cinema, o fotografo mineiro Renato Menezes documenta a vida e a obra do Paleontólogo dinamarquê Piter Lund.
-A filmagem da saga do Homem de Lagoa Santa iniciou dia 15/10/2001 e terminara 10/11/2001,
- Bicentenário do nascimento Peter Wilhelm Lund
-DNA do Homem de Lagoa Santa já foi extraído dos ossos.
-Resumo Histórico de Lagoa Santa
Arquivos da www.lagoasanta.com.br
6ª) JÁ TEMOS MAIS DE CEM ANOS . ESTAMOS PERTO DE CONTAR AS FAÇANHAS DE CONHECIDOS.
É A DESCRIÇÃO DE COMO O POVOADO ATRAVESSOU UM SÉCULO.
LAGOA SANTA
ORIGENS,
Construída uma igreja maior e traçadas as primeiras trilhas, que mais tarde se tornaram becos, a Freguesia de N. S. da Saúde se tornava cada vez mais procurada. Era a maior necessidade, uma autoridade para dirigir a religiosidade do povo. Havia muitas famílias se formando. E um povo tão temente a Deus e à sua padroeira, pediu à Diocese de Mariana, um religioso.
Para Lagoa Santa foi enviado o Padre João Batista Correa de Almeida.
Chegaram com alguns parentes, que o ajudavam em ofícios religiosos, na elaboração das hóstias e outros trabalhos de catecismo e formação religiosa do povo. Com tal religioso, a freguesia se transformou em um arraial.
E foi celebrada a primeira missa, em campo aberto bem perto das águas milagrosas. Seguiram com uma procissão até a igreja , do largo da Saúde, conforme a época. Aproximadamente 1739.
Foram celebradas ações como casamentos, batizados, extremas unções e catequese.
Muitos becos ligavam o largo à lagoa.
O arraial foi recebendo novos moradores que cercavam, a revelia, um local para suas moradias. Já se transformava em um povoado.
Cada novo morador trazia uma novidade. Grãos, mudas de planta de alimentação e animais, o Comércio era a “barganha”.
Iniciaram as primeiras plantações de fundo de quintal.
O povoado se estendeu à procura de local próprio para plantios de arroz. “Encontraram um “excelente local ao qual deram o nome de” Vargem” e após melhor dizendo “Várzea”.
Aí, entram os trabalhos da família “BATISTA”, que predominou por muito tempo,” hegemonia” da região. Foi com membros da mesma , surgiu a primeira casa de comércio em Lagoa Santa. Era ainda tipo , de fornecimento a base de troca, e caderneta para anotações de dívidas.
As casas eram muito pobres, geralmente muito semelhantes. Uma porta e duas janelas.
Cada família que se aproximava, era bem recebida, pois apareciam pequenas melhorias.
Não corria dinheiro. Nem o bandeirante trouxera fortuna.
Uma vida de sacrifícios. Tal situação perdurou por longo tempo.
Lagoa Santa só inspirava fé.
Com passagens muito estreitas, era um povoado sem condições de uma escola. Pais ensinavam seus filhos o que sabiam. E sabiam muito pouco.
Padre Corrêa mostrava sinais de senilidade. Aposentara.
Novamente o povoado sem líder religioso por longo tempo.
Já se contemplavam cem anos da descoberta do povoado!
Cônego Calazans Correa, assumiu os trabalhos religiosos. Foi o primeiro habitante possuidor de fortuna, também veio da diocese de Mariana.
Surgiu então a primeira casa de alpendre característica de casas portuguesas, com largos alpendres que davam para o jardim na parte interna. (Destruíram –na.)
É atualmente estacionamento de carros. Situada na esquina da Rua João XXXIII, (antes rua caiçara) e Rua Conde Dolabella (antes morro do sangradouro) Inicio da década de 1800.
Cônego Calazans Correa adquiriu grande parte da terra que formava o largo.
Inaugurou-se o primeiro sistema de hospedaria em Lagoa santa. Era casa familiar, onde hospedavam pessoas que vinham apenas para conhecer a lagoa milagrosa.
O povoado continuava sem nenhuma escola.
A fama do poderes das águas chegava a Portugal.
D. Pedro II assumira a regência do Brasil. Iniciam-se os primeiros progressos no povoado.
Dr. Cialli, médico italiano faz as primeiras pesquisas das águas.
São descobertos elementos com poderes de cura nas águas milagrosas.
Lagoa Santa recebe os primeiros habitantes luteranos.
Peter Lund passa a residir em lagoa santa.
E, com suas explorações científicas, encontra uma região de raro valor científico.

27 de setembro de 2009 - enviado por Maria Marilda Pinto Correa
5ª) LAGOA SANTA
DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO: DO LARGO DA MATRIZ E SEUS PRIMEIROS NOMES
Padre Miranda, da Diocese de Mariana, procurado pelo sertanista, conheceu a Lagoa Milagrosa, através do veio Rio das Velhas. Pela trilha dos bandeirantes.
Chegou, mirou as águas. Constatou as curas das águas através de depoimentos dos que fizeram o uso das mesmas e, se curaram. Era evidente os poderes da lagoa. Contudo percebeu muito limitado o espaço para até então, prodigiosa descoberta. E, sentiu muito acanhada e distante por via de difícil acesso a igreja da Conceição. Demonstrou aos poucos habitantes , a necessidade de expansão da freguesia.
Partiu impressionado!
Foi fácil para os moradores procurar tal expansão. Com tantas experiências em grandes explorações, seria fácil pequena façanha pela mata que deram o nome de ”Mata da Jangada”. E, muito rápido, encontraram um descampado onde mostrava excelente ponto de ligação com a lagoa milagrosa. Aí surgiu o Largo da Lagoa Grande, e a posição tão necessária para estar bem perto das águas.
Do primeiro nome Lagoa Grande passou a denominação de Lagoa Grande das Congonhas de Sabarabuçu, uma vez que todos tiveram influência da passagem da bandeira de Fernão Dias por Sumidouro à procura de pedras valiosas. Após a visão das curas pelas águas, discutiram entre os mesmos e deram o nome de Lagoa Santa .
Desmatada toda a área era por maior exigência uma igreja. Maior que a da Conceição. E iniciaram, a construção, com os recursos de época. Adobe e pau a pique.
Também um nome cuja razão seria “fé”.
A principio foi escolhida Nossa Senhora dos Remédios. E, em aclamação, optaram pelo nome Nossa Senhora da Saúde. Escolhida carinhosamente “PADROEIRA” , da pequena Freguesia.
Ao lado um cemitério como era de praxe na época. ( Mais tarde deslocado pela própria Igreja.) Neste local é possível que tenha sido depositado o corpo do religioso descobridor.
Por longo tempo tal local foi conhecido pela denominação de “Largo da Matriz de N. S. da Saúde”. Muito mais tarde, o nome de Praça “ Dr Lund.”
Fontes : Waldemar de Almeida Barbosa, V. de Taunnay
20 de setembro de 2009 - enviado por Maria Marilda Pinto Correa
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4ª) LAGOA SANTA
Descoberta da região, sob a ótica de Maria Marilda
FELIPE RODRIGUES,
Altivo e corajoso! De porte esguio.
Muito temente a princípios religiosos.
Não concordara com métodos de seu sócio “ Arzão” . Preferiu caminhos próprios.
Procurou embrenhar-se por nova região. Desenvolveu sua caminhada guiando-se pelas constelações e pelo veio do Rio das Velhas. Com poucas armas e, muita fé.
Abriu trilhas. Machucou-se muito. Contraiu inflamações nas pernas. Seu estado se mostrava grave! Não possuía remédios . Estava demais atormentado pela dor.
Em determinada noite, seu corpo pediu descanso. E, ao relento, o cansaço o venceu!
Adormeceu sob um pequizeiro. Não tinha noção de onde estava.
Ao acordar, mirou como privilégio, magníficas águas, que formava maravilhosa lagoa.
Desceu a seu redor, e banhou-se em suas águas.
Admirado notou que seus males se curaram em pouco tempo.
Agradeceu ao céu!
É o perfil do sertanista FELIPE RODRIGUES . O bandeirante que descobriu estas águas , que hoje é a cidade de Lagoa Santa.( Prof. Lincoln Continentino em sala de aula. )
Felipe Rodrigues, voltou à suas antiga passagens, e, comentou com amigos e companheiros que encontrara águas milagrosas, superiores aos ungüentos utilizados pelos desbravadores, para males de machucados no sertão!
Vieram os amigos. Famílias estabeleceram perto das águas.
Surgiu o lugarejo, de Lagoa Grande.Uma pequena e hospitaleira ”freguesia”.
Procurou, na cidade de Mariana, recursos religiosos. Contatou-se com o padre Miranda. . Obteve credibilidade.
Foi a primeira pessoa que proclamou a fama das curas pelas águas santas.
Por dedução de sobrenome, portava parentesco com Antonio Rodrigues Arzão, o qual descobriu a primeira mina de ouro em Sabarabuçu. ( W. A. Barbosa) bem como a Manuel Rodrigues Arzão, grande descobridor de riquezas de Minas das Gerais.
Da cruz que se edifica em terreno particular ,( rua Conde Dolabella, até a subida do Morro do Sangradouro, incluindo a Fazenda do Pastinho ( hoje terreno pertencente ao estado) e, Limitando com a antiga trilha que subia para o morro da Conceição, (atualmente Morro do Cruzeiro) , era o Vilarejo Lagoa Grande .
Sempre procurado por pessoas a procura de milagres.
Desmatando suas margens, e oferecendo um clima de rara salubridade, foi escolhida aos poucos por pessoas que procuravam local de excelente descanso.
Formou-se um “lugarejo” de belezas magníficas.
Assim surgiu esta cidade que conhecemos ser Lagoa Santa!
Surgiu sob o impacto da fé!
Época: período de bandeiras seiscentistas, à procura de pedras preciosas , e, minas de ouro e prata . A lagoa era cercada de matas adjacentes.
Oficializou-se tal descoberta em acontecimento ocorrido em 1733.
Para alguns historiadores divergentes de época ocorreu em 1713.
09 de setembro de 2009 - enviado por Maria Marilda Pinto Correa
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3ª) Passagem de bandeirantes por Lagoa Santa
Bandeirantes
Conversas com o prof. Waldemar de Almeida Barbosa.
Passagem de bandeirantes por Lagoa Santa
Borba Gato

Genro de Fernão Dias Paes, fora convidado pelo sogro a participar de sua bandeira. Nasceu em 1649, e, faleceu em 1718. Tem uma biografia muito controvertida.
O historiador Waldemar de A Barbosa admite que Borba Gato tenha recebido ordens do sogro, e foi o executor do enforcamento do cunhado. E, teria permanecido, em sumidouro, porque seu objetivo era procurar ouro e prata.
Estabeleceu perto da região, onde construiu uma casa, e, em frente, uma igreja em devoção a Santana. A região recebe o nome de “Fidalguinho”,
Permaneceu por lá pouco tempo. . Após a morte de Fernão Dias, Borba gato recebeu a visita do administrador geral das minas, D. Rodrigo Castelo Branco.
Tal fidalgo chegou com grande arrogância, exigindo respeito, e criando sérios aborrecimentos a Borba Gato, o qual demonstrou sua posição de não obedecê-lo. Dizia que recebera informações de D. Garcia sobre a descoberta das pedras verdes. O bandeirante recusou qualquer ordem desta autoridade.
D. Rodrigo adiava sua partida. Borba Gato se manifestava irredutível.
De tal visita não se resultou um bom final. D. Rodrigo foi morto.
Há várias versões sobre sua morte: uma delas, foi empurrado por Borba Gato e, caiu morto. Outra teria sido abatido por dois criados de Borba Gato. Também uma calha teria caído em sua cabeça e, teria levado a morte.
Há na região uma cruz onde se comenta ter sido o local onde se travou a briga entre o bandeirante e o fidalgo. Segundo o historiador W Barbosa lá se encontraria os restos mortais do fidalgo D. Rodrigo. Na época a maior autoridade da côrte em minas. A cruz, antes de aroeira agora substituída por outra a madeira.
Esta região pertence à lagoa santa. Denominada fazenda do fidalgo.
A cruz, de aroeira, perdurou por muito tempo. É um local sempre visitado por estudantes. Tal cruz, não resistiu ao tempo. Foi substituída por outra por uma pessoa zelosa pela região. Está em domínio particular. Bem perto da igreja de Santana. Descaracterizada em partes interiores, mas reservada em sua mostragem externa, barroco pobre, sem bilateralidade das janelas, e, de uma janela, um sino muito expressivo.
Por tal morte de D. Rodrigo Borba Gato, indiciado por crime de “lesa pátria, tornou-se um foragido e, ocultou-se por muitos anos. Mas mesmo foragido não perdeu o contato com a família em S. Paulo.
Ficou muito rico com descobertas de minas de ouro. Seus familiares negociaram seu perdão, em troco de revelações de minas descobertas.
Obtido o perdão da corte estabeleceu em Sabará.
Teve a função de coronel do mato. E, 1700, foi nomeado guarda- mor do distrito das minas do Rio das velhas.
Em 1702, foi nomeado tenente general das minas do Rio das Velhas. Toda esta história, anterior à descoberta de Lagoa Santa.
Faleceu na região de Sabará, mas não se tem certeza, onde foi sepultado. Ou na igreja de S.. Francisco ou na igreja de Santana. Ou mesmo em Paraopeba onde era proprietário de um sitio.
Texto baseado em sua maior parte nos relatos de Waldemar de Almeida Barbosa.
Também: apontamentos históricos de Manuel Marques, Afonso Taunay, Dicionário dos bandeirantes seiscentistas do Brasil, de Francisco de Assis santos.
Há de ressaltar que nossa intenção é mostrar a história de lagoa Santa, da qual Borba gato faz parte.
Muito controvertida sua saga.
31 de agosto de 2009 - enviado por Maria Marilda Pinto Correa
clique e veja tambem: CONVITE À NOSSA HISTÓRIA

2ª) Lagoa Santa "Pesquisas e Escutas"
Lagoa Santa entra na história por dois pontos:
Pelas bandeiras de Fernão Dias Paes e Borba Gato. ( história do Brasil Colônia)
Pelos estudos de Peter Lund pré história.
Curiosamente a bandeira de Fernão Dias, marca Lagoa Santa, mesmo antes de ser descoberta.
Historiadores dividem opinião se o bandeirante é natural de São Paulo. Filho de família rica e de prestigio junto à corte, nasceu em 1608, faleceu em 1681.
Conhecido como o caçador de esmeraldas, foi bravo desbravador do território nacional. Em 1664 a coroa solicitou seus serviços, para a procura de pedras preciosas, partiu de São Paulo em 1674 com 67 anos, acompanhado de seu genro Borba Gato e dois filhos. Segundo Waldemar de Almeida Barbosa não há dúvida que foi a bandeira de Fernão Dias que descobriu Minas Gerais, foi a mais importante da América do Sul. Permaneceu por 04 anos na Quinta do Sumidouro, entre Lagoa Santa e Pedro Leopoldo, a três km do rio das velhas.
A pequena distancia da Quinta, na época na região de Lagoa Santa ainda pode se ver a casa e a igreja que mandou edificar. Lá plantaram roças, e criaram animais domésticos. Há uma grande controversia entre os vários historiadores, quanto as façanhas de Fernão Dias.
Sua expedição contava com 40 homens, além de grande número de mamelucos e índios.
Foi uma viagem terrível!
Foi no sumidouro que viveu o drama da traição liderada por seu próprio filho.
Foi palco de todas as calamidades possíveis! A longa trajetória cravou-se em lágrimas por combates e misérias. Aguardava víveres que viriam de S. Paulo. A demora irritou alguns companheiros. Foi vítima de insurreição contra sua vida.
Chegou aos seus ouvidos por uma índia guiana, em sua residência tomou ciência do perigo que o cercava e, jurou matar o líder da conspiração.
Caiu-lhe a decepção de saber ter sido traído por seu própro filho.
Ordenou sua execução, por morte de enforcamento.
Perdoou os demais e, para espanto de todos chorou copiosamente ( Diogo de Vasconcelos).
Defrontava com questões sérias como, doenças, fome assassinatos,.O destino se mostrava inclemente! Com a chegada das necessárias condições, deu ordem a Borba Gato que partisse a procura dos minérios. E partiu do sumidouro a procura das pedras verdes, as esmeraldas. Vítima de febre morreu no ano de 1681 em delírio febril, pensando ter encontrado as verdadeiras pedras. Mas em verdade encontrou turmalinas. Foi sepultado em cova rasa , e, por vinte dias queimaram seu corpo. Enviaram seus restos mortais para São Paulo. Mas os mesmos afundaram no Rio da Velhas e, só foram encontrados em 1922. Foram enterrados no convento de S. Bento, o qual foi construído por sua pessoa.
Conserva-se ali o tipo dos primeiros habitantes. E acorda nossa piedade! Dizem os historiadores.
Sua história é cantada em prosa (teatro) e versos. De Olavo Bilac em sua última estrofe da poesia: “ Caçador de Esmeraldas”:
É cantada em prosa e versos :
Peças de teatro e poesias .
Relembrando a última estrofe de “O CAÇADOR DE ESMERALDAS” DO POETA OLAVO BILAC:
“Aí não iam ecoar o estrupido da luta...
E, no seio matriz da natureza bruta,
Resguardava o pudor teu verde coração!
Ah! Quem te vira assim, entre selvas sonhando,
Quando a bandeira entrou pelo seu seio, quando
Fernão Dias Paes Leme invadiu o sertão.
( TEXTO BASEADO EM WALDEMAR RDE ALEIDA BARBOSA, TAUNNAY, DIOGO DE VASCONCELOS )
---aí, não ia ecoar o estrupido da luta...
E, no seio matriz da natureza bruta,
Resguardava o pudor teu verde coração! ah! Quem te vira assim, entre selvas sonhando, quando a bandeira entrou pelo seu seio, quando
Fernão Dias invadiu o sertão.
21/agosto de 2009 - enviado por Maria Marilda Pinto Correa

1º) Histórias pesquisadas, e ao pé do ouvido
Comentando com o historiador prof. Waldemar de Almeida Barbosa que aqui foi professor, escutei do mesmo, algumas questões de lagoa santa, que mais tarde se tornaram polêmicas.
Muito o pesar de não estar mais conosco. Adentrou-se pelos caminhos de luz.
Tais conversas, por dedução se revelam também, nos relatos do historiador Taunay.
Coincidem.
Lagoa santa teve sua origem, na região da capela de Nossa Senhora da Conceição,
Só muito mais tarde, recebeu um cruzeiro, em sua frente e passou a chamar "Morro do Cruzeiro".
Tal capela foi motivo de polêmica de sua origem. Não havia documentos que já justificasse.
Mas o motivo da polêmica se dava pelo fato desta capela ter sido, "capela" pertencente à fazenda do bandeirante Felipe Rodrigues. Portanto, era capela particular. Tal igrejinha como era denominada separou-se da fazenda, por direito de passagem para as pessoas proprietárias de terras além do morro do alto da igreja da conceição.
Não tinha documentação legal.
Proprietários destas terras além morro do cruzeiro, procuraram melhorá-la.
Cel. Messias Pinto Alves, vereador da região do rio das velhas, liderou a primeira reforma, junto com seu irmão, cel. Benjamin, amigos, cel. Tristão Mariano, e familiares do fazendeiro descobridor da cidade.
Se irmanaram e foi reformada a igrejinha.
Daí o cel. Messias fez uma promessa de construir um cruzeiro, em frente à capela. Contudo, foi vítima de acidente, e faleceu antes de cumprir tal promessa.
Pouco tempo depois seu filho Waldemar pinto Alves o qual, vítima da perda do sentido da visão. Mesmo cego, liderou a construção do "cruzeiro" em frente à igreja de nossa senhora da conceição, totalmente elaborado pelo povo de lagoa santa. Foi um mutirão histórico. Todas as famílias de lagoa santa contribuíram com a construção do cruzeiro. Totalmente de graça.
Mais tarde, a igreja passou a ser mais organizada, por uma senhora de alta sensibilidade, que além se reformá-la, a ornou com obras de arte, de artistas reconhecidos.
Tal façanha se deu pela devoção de d. Ephigenia de Freitas.
Após a perda de grandiosa devota, a igreja não foi mais conservada. Encontra-se em péssimo estado de conservação incluindo as obras d arte.

17/agosto de 2009 - enviado por Maria Marilda Pinto Correa
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